domingo, 19 de maio de 2013

El primeiro

Estava envolta em muita verdade. Era um momento de verdade tão intensa que não pude me sustentar sozinha e aceitei outros braços: me envolveram por inteiro como se fechassem meu corpo e as farpas dos olhares alheios não me pudessem atingir, porque naquele instante todos me olhavam. E como se a força dos braços me adentrasse a coluna eu me nutria do cóccix ao pescoço enquanto mais fracas ficavam minhas pernas. E eu, forte pela metade, se fosse solta pelos próximos segundos estaria então fraca pela metade. Não pude parar e precisei de auxílio, após a ausência, surpreendentemente os braços continuaram ali,  meu tronco com uma força magnética que me fazia abrir o peito, abrir o peito como se dissesse todos os sins do mundo. Com o passar do tempo a metade fraqueza ia se transformando em metade força, e ficava a percepção de que os olhares nunca deixariam de estar voltados para mim, mas já não me eram estranhos. Aí então eu torcia para que cada dono daqueles olhares farpados fosse tomado pela mesma verdade absoluta com a qual tomei contato, que se enchessem aos poucos de força e abrissem o peito, como se dissessem todos os sins do mundo.

4 comentários:

Anônimo disse...

cóccix

Isabella Pina disse...

hahahaha. muito obrigada, deve ter sido a palavra errada que não permitiu que o texto lhe tocasse :P

Anônimo disse...

realmente não me tocou, mas talvez por eu não ter conseguido interpretá-lo. achei um pouco confuso e vago. preferi os outros textos. :)

Isabella Pina disse...

Obrigada, querido (a). Eu dizia sobre um abraço inesquecível. Um abraço pra ti!